Gatos, zumbis e ginástica

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Gatos, zumbis e ginástica

A importância do tratamento psicológico durante e após o isolamento social.

 

Um gato arredio com nó na cabeça– Essa foi a descrição de uma pessoa com ansiedade ao expressar como ela se sentia numa constante inadequação com o mundo.

Inadequação é uma palavra interessante, e talvez uma boa colocação para retorno do isolamento social.

 

Como de costume em alguns textos por aqui, filmes são uma boa referência para ilustrar o assunto em pauta: tem muita gente com um nó constante na cabeça, um aperto no peito e arredios socialmente. E um filme de zumbis nos ajuda a entender melhor sobre isso.

 

 

No longa “Eu Sou a Lenda”, um vírus mortal mundial obriga as pessoas ao isolamento e segmentação de  doentes e não doentes. Neste cenário, o personagem do ator Will Smith, tem uma imunidade diferenciada que pode trazer a cura, mas todos ao seu redor acabam virando zumbis. Ele perde sua família e fica só por muito tempo, apenas em companhia do seu cachorro, e acaba utilizando artifícios para sobreviver mentalmente, seja procurando pessoas que ainda estejam sadias pelo rádio, juntando manequins numa loja e inventando enredos diversos para conversar como se eles fossem personalidades reais ou capturando doentes para testar seu próprio DNA para encontrar a cura. Mas quando precisou interagir com dois sobreviventes que apareceram, houve um estranhamento, uma ruptura de como se comunicar. Ele teve uma crise nervosa quando os novos companheiros usaram o seu enlatado de bacon e ovos em pó, e em outro momento estranho, ele dubla todo o diálogo do desenho Shrek pra criança que colocou o filme na tv, filme esse que ele deve ter visto umas 200 vezes para suportar a tortura da solidão. Sim, tortura, inclusive a “solitária” em algumas prisões, é uma forma psicológica de punição para correção de comportamento.

 

Houve um tempo, em que auxílio psicológico era visto como frescura ou “coisa de louco”, mas felizmente vemos uma demanda maior de tratamentos e consequentemente uma quebra de paradigmas devido as exposições na mídia e relatos diversos, como as sequelas cognitivas e psicológicas de quem se recuperou do Covid. Por exemplo: quem já ouviu por aí falas de pós contágio de pessoas que perderam seus cabelos e também o raciocínio, e ficaram com um tipo de dislexia?

 

 

Recentemente um dos assuntos mais comentados do momento foi a desistência da campeã americana na ginástica olímpica, Simone Biles, que alegou falta de condições psicológicas para disputar algumas provas significativas nas olimpíadas de 2020 em Tóquio. A desistência corajosa da ginasta nos levou a questionar a pressão mental social sobre sucesso/fracasso, cobranças perfeccionistas dos próprios atletas e como precisamos dar importância para a saúde psíquica tanto quanto para a saúde física.

 

Seja no esporte ou na vida de pessoas comuns, todos passaram por um ano de muitas adaptações e mudanças devido à pandemia.

 

Será que viraremos todos jacarés vacinados calvos disléxicos recitando falas do Shrek pós isolamento?

 

Não sabemos, mas a TERAPIA pode ajudar a desfazer os nós do gato arisco amigo do ogro ego e a trazer melhor qualidade de vida para uma vivência pós “apocalipse Covid”.

 

Um estudo feito no Canadá com mais de 190 mil pessoas,  mostra que as crises de ansiedade aumentaram quatro vezes mais em comparação aos dados geralmente relatados pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, em 2020 o Brasil era o país com maior índice de ansiedade no mundo, e o quinto mais depressivo. 

 

Em uma matéria sobre psicoterapia da Veja Saúde, eles afirmam que:

“A terapia é indicada tanto para doenças de média ou alta complexidade e duração – como na depressão, no transtorno de ansiedade generalizada, no autismo, na bipolaridade e nas dependências – quanto para queixas pontuais e limitadas, caso de superação de traumas, lutos, perdas de emprego ou términos de relacionamento amoroso”. 

 

A OMS também descreve a saúde mental como

“um estado de bem-estar no qual o indivíduo percebe que suas próprias habilidades podem lidar com o estresse normal da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de dar uma contribuição para sua comunidade”.

Para a Associação Americana de Psiquiatria, até 75% dos pacientes com algum distúrbio apresentam algum tipo de melhora após as sessões. 

 

E é por esse, entre outros motivos, na qualidade do desenvolvimento do ser, que a Sagicon oferece um serviço diferenciado em duas áreas, tanto clínico, psicoterapêutico e desenvolvimento individual, quanto na psicologia do trabalho, que é bem abrangente no suporte para as empresas. 

 

Nós entendemos que a saúde emocional e mental podem trazer um grande benefício naquilo que é importante, e que não é filme.

 

Fontes:

@revistagalileu

@veja_saude