Afastamentos por saúde mental crescem no Brasil: um alerta para empresas e gestores

Levantamento da ANAMT revela avanço expressivo de licenças por transtornos mentais entre 2023 e 2025.

Um levantamento recente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), baseado em dados oficiais do INSS, revela um crescimento significativo dos afastamentos do trabalho decorrentes de problemas de saúde mental no Brasil. Entre os anos de 2023 e 2025, o aumento foi de 79,1%, evidenciando uma tendência preocupante e estrutural no mundo do trabalho.

De acordo com o estudo, o número de afastamentos passou de aproximadamente 219 mil registros em 2023 para mais de 393 mil até novembro de 2025, mesmo sem a consolidação dos dados de dezembro. Esse crescimento não se restringe a um único diagnóstico: os transtornos ansiosos e depressivos concentram cerca de 86% dos afastamentos por causas mentais, com destaque também para o aumento expressivo de casos de síndrome de burnout.

Esses números indicam que o adoecimento psíquico deixou de ser um fenômeno pontual para se tornar um problema recorrente e sistêmico, com impactos diretos na produtividade, no clima organizacional e nos custos sociais e previdenciários.

Mais do que refletir um maior acesso ao diagnóstico, os dados apontam para a influência de fatores psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga de tarefas, pressão por resultados, jornadas extensas, insegurança profissional, conflitos interpessoais e ausência de suporte organizacional. Trata-se, portanto, de um cenário que exige atenção não apenas do trabalhador, mas também das empresas, lideranças e áreas de gestão de pessoas.

Nesse contexto, investir em saúde mental no trabalho deixa de ser uma ação opcional ou pontual e passa a ser uma estratégia essencial de gestão. Organizações que promovem ambientes psicologicamente seguros, realizam o mapeamento de riscos psicossociais, capacitam lideranças e oferecem suporte adequado tendem a reduzir afastamentos, melhorar o engajamento e fortalecer a sustentabilidade do negócio.

Além disso, o cenário atual dialoga diretamente com as atualizações da NR-1, que reforçam a importância da identificação, avaliação e gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, ampliando a responsabilidade das organizações na prevenção do adoecimento mental.

O levantamento da ANAMT funciona, portanto, como um alerta e um convite à reflexão: cuidar da saúde mental não é apenas uma questão de bem-estar individual, mas um compromisso organizacional, social e ético. Fonte: ANAMT (2026) — Levantamento com dados oficiais do INSS sobre afastamentos por saúde mental (2023–2025).

Diante dos dados apresentados, fica evidente que o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil não pode mais ser tratado como um fenômeno isolado ou passageiro. Trata-se de um desafio estrutural, que exige das empresas um olhar mais atento, responsável e estratégico para a saúde mental no ambiente de trabalho.

Há anos, a Sagicon atua promovendo apoio, orientação e suporte técnico às empresas na construção de ambientes organizacionais mais saudáveis, auxiliando na prevenção do adoecimento psíquico, no fortalecimento das lideranças e na gestão de riscos psicossociais. Com as atualizações da NR-1, esse cuidado torna-se ainda mais necessário, reforçando a importância da identificação, avaliação e monitoramento dos fatores que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores.

Nesse contexto, a Sagicon se coloca como parceira das organizações, oferecendo soluções alinhadas à legislação vigente, com foco na promoção da saúde mental, na redução de afastamentos e no fortalecimento da cultura de cuidado dentro das empresas. Cuidar da saúde mental dos colaboradores é, acima de tudo, investir em pessoas — e em um futuro organizacional mais sustentável.

Para mais informações sobre como podemos apoiar sua empresa nesse processo, entre em contato conosco.

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