Ainda que hoje as lutas dos movimentos sociais sejam mais notórias e com uma adesão muito maior, as mulheres estão longe – muito longe – de se sentirem ao menos confiantes na mudança do panorama brasileiro. Nesse Dia da Mulher, vale a reflexão sobre a dificuldade das mulheres em lidar com os abusos e violências sofridas, empoderá-las e fazê-las enxergar os fatos como eles são.
Há urgência em se educar culturalmente as mulheres para que elas tomem conhecimento dos benefícios sociais promovidos pela ação generalizada de levar a público as agressões e os abusos praticados contra o seu gênero. É preciso dar “armas” para elas se imporem, dar um basta na violência e no estado de mudez que as impede de gritar.
História
O Dia Internacional da Mulher tem história e intencionalmente nos faz refletir sobre a luta e as conquistas das mulheres.
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho: redução na carga diária de trabalho para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com grande violência. Aproximadamente 130 mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.
Em 1975, através de um decreto, 8 de março foi oficializada pela ONU como sendo o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. No mundo, as primeiras manifestações contra o preconceito de mulheres iniciaram-se na metade do século XIX. No Brasil, somente a partir do século XX.
Elas querem voz!
Esta data, portanto, nos instiga a refletir sobre a violência e os preconceitos que as mulheres precisam enfrentar na sociedade. Desde sempre a mulher é julgada, condenada e rotulada. É preciso ser assim e assado, precisa vestir isso e aquilo, não pode ser e nem fazer. Somos padronizadas e dificilmente compreendidas na sua particularidade.
As mulheres perceberam que através da escolarização e da profissionalização poderiam estar no espaço público, mudando sua identidade social. E aos poucos já conquistaram muito espaço e já sonham em ser livres! Ainda não é uma realidade, mas é uma luta!
Empoderem-se!
Que neste dia, nós mulheres, possamos olhar mais uma pra outra. Ter empatia e transcender aos paradigmas que sempre nos foram impostos. Somos sim muito atuantes, temos força e voz, sabemos sobre política, finanças, administração, educação, mecânica e o que quisermos saber.
A mulher está cada dia mais consciente do seu papel ativo, sendo protagonista e sujeito ativo da própria vida. Empoderar-se é isso! É se ver com o maior grau possível de AUTONOMIA, o que implica ampliação da PARTICIPAÇÃO social e de tomada de decisão para os rumos da sua vida.
Parabéns MULHERES! Que os espinhos que superamos possam culminar na flor perfumada e macia. E que a nossa trajetória seja sempre de superação e glória.