“Esforço é como tomar banho”, essa é uma analogia utilizada por Leandro Karnal – professor, historiador e palestrante – que nos inspira a sair da zona de conforto:
Aliás, o filósofo grego Aristóteles já falava isso há muito tempo atrás (384 aC – 322 aC): “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um ato, mas um hábito.” O esforço que fazemos na vida para conquistar e manter nossas conquistas tem que ser contínuo. Para isso, é preciso ter em mente que as lutas são diárias. É necessário ter resiliência o bastante para lidar com as circunstâncias do dia a dia, para gerir as situações, transformando-as em aprendizado.
Quando a gente fala em evolução e crescimento, falamos da capacidade que o indivíduo tem de aprender com as situações vividas, em vez de estagnar nelas. “Se você não tirar um aprendizado das situações que viveu, vai continuar repetindo as mesmas escolhas e provavelmente deixar de crescer e evoluir em diversos aspectos da sua vida” , explica Sandra Mara Duarte Pierozan, psicóloga e palestrantes da Sagicon.
Má-fé
Como diz Renato Russo, na canção Quase sem querer, “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”. Se pararmos para pensar, grande parte das pessoas fazem isso. Acabam mentindo para elas mesmas, com medo do próprio eu, fugindo de suas imperfeições ou sentimentos.
Veja o que diz o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre sobre a mentira em O Ser e o Nada, ensaio de Ontologia Fenomenológica:
“Sem dúvida, definimos a mentira ideal, e sem dúvida comumente o mentiroso é mais ou menos vítima de sua mentira, ficando meio persuadido por ela: mas essas formas correntes e vulgares da mentira são também adulteradas, intermediárias entre mentira e má-fé. A mentira é conduta de transcendência. […] Pela mentira, a consciência afirma existir por natureza como oculta ao outro, utiliza em proveito próprio a dualidade ontológica do eu e do eu do outro. Não pode dar-se o mesmo no caso da má-fé, se esta, como dissemos, é mentir a si mesmo. Por certo, para quem pratica a má-fé, trata-se de mascarar uma verdade desagradável ou apresentar como verdade um erro agradável. A má-fé tem na aparência, portanto, a estrutura da mentira. Só que – e isso muda tudo – na má-fé eu mesmo escondo a verdade de mim mesmo. Assim, não existe neste caso a dualidade do enganador e do enganado. A má-fé implica por essência, ao contrário, a unidade de uma consciência.”
Para Sartre, o homem é responsável por aquilo que é, é o construtor de si mesmo. Quanto mais você usa a má-fé, mais você se posiciona como vítima, sem responsabilidade sobre seus atos, se afastando dos seus objetivos e metas.
Vivemos justificando as nossas escolhas no externo, em vez de compreender o que aquelas escolhas representam e falam para a gente. “Tudo isso está ligado ao sentido que nós damos para a nossa vida, somos sim responsáveis por aquilo que somos. ”, aponta Sandra.
Sendo assim, não se esqueça, por gentileza, de tomar uma decisão, um banho e uma dose de amor próprio, a propósito, você é seu maior objetivo!
Leia também: Seja o protagonista da sua vida
Confira o vídeo de Leandro Karnal no Youtube: