Qual a probabilidade de encontrar talentos em meio a uma pandemia mundial, onde a perda de emprego gera desespero financeiro, crise econômica e social?
O cenário é obscuro e a nossa responsabilidade como gestores, e consequentemente, os responsáveis pela escolha de talentos que se alinhem a missão, visão e valores da empresa, se torna quase como uma luz em meio a tantas notícias ruins num cenário trágico e pessimista.
Então qual a probabilidade da procura ser maior que a oferta?
Em tempos de pandemia, o leque para a escolha do profissional se abre muito, pois a procura de emprego tem aumentado nesse último ano, segundo dados do IBGE, o desemprego no Brasil em janeiro de 2021, ficou em 14,2% e totalizam 14,3 milhões de desempregados.
Neste trecho de uma reportagem no Infomoney¹ de março, explica que:
“De acordo com o IBGE, embora a taxa de desocupação tenha ficado estável em 14,2% frente ao trimestre anterior, é a mais alta para um trimestre até janeiro. Já o contingente de pessoas ocupadas aumentou 2% e chegou a 86 milhões. Isso representa 1,7 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em outubro”.
A disponibilidade de profissionais qualificados e com experiência também tem aumentado. Um cenário bem recorrente é a recolocação desses profissionais que estavam com estabilidade financeira e que agora, devido a crise e fechamento de suas empresas, se tornaram concorrência para aqueles que acabaram de se especializar em uma profissão, e esses mais experientes, estão até dispostos a receber menos do que mostrava seu holerite, pois precisam da renda.
Além das skills, ou habilidades que procuramos para determinada vaga, encontramos também a dificuldade de achar pessoas que estão psicologicamente estáveis ou que continuem psicologicamente estáveis, seja por trabalhar em home office numa perspectiva de metas de vendas, ou como cobradores de dívidas, telemarketing entre tantos outros cargos. Já para trabalhos externos, o leque diminui, visto que é preciso selecionar pessoas que estejam fora do grupo de risco.
As exigências se tornaram desgastantes, porque a adaptação de vida de todos está desgastante. Então como encontrar profissionais e ser ao mesmo tempo assertivo?
As habilidades para cada cargo variam, mas geralmente requerem trabalho em equipe, excelência, ética, foco no cliente, qualidade, responsabilidade social, respeito e transparência.
Algumas seleções já eram desafios antes da pandemia. Com a mudança de cenário, o mercado mudou, e nós também devemos nos adaptar enriquecendo a gestão de pessoas com empatia, não só para orientação de resultados, mas compreendendo esse lugar de importância, ajuda e auxilio profissional, é relevante alinhar talentos com a empresa, mas também entender, esclarecer e ensinar essa via de mão dupla, em que colaborador e empresa lutam por uma causa maior.
Manter a qualidade e permanência de todos requer ir além das habilidades requisitadas para o cargo, mas também de garra e sobrevivência, e talvez, essas sejam características chave para a escolha de ambos.
Fonte dados:
¹InfoMoney